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Como a força de trabalho industrial irá mudar?

2 min de leitura

Publicado em 03/10/19

A tecnologia está transformando todos os setores, sendo o setor industrial o protagonista deste cenário de mudança, em termos de escopo e velocidade. Sempre foi assim. A Revolução Industrial trouxe a produção convencional. Vamos chamá-la de Geração Zero – o “marco zero” metafórico do que viria a seguir. Depois veio a Geração Um, de 1970 a 2005, uma era em que novos hardwares e softwares rapidamente aprimoraram o processo automatizado. Hoje, estamos chegando ao fim da Geração Dois, caracterizada pelo poder transformador de radicais melhorias em software que modernizaram processos e utilizaram dados com mais eficiência. Embora cada empresa vá progredir em seu próprio ritmo, no próximo ano, a indústria começa sua transição para a Geração Três, com as máquinas se tornando autossuficientes, ensinando e aprendendo umas com as outras.

Observe a sequência dos fatos: demorou quase três quartos de século para se sair da Geração Zero; a fase seguinte chegou em menos da metade desse tempo. Ainda assim, na Geração Um, um operário de fábrica aprendia uma habilidade e podia fazer quase o mesmo trabalho durante toda sua carreira. A Geração Dois durou apenas quinze anos e já temos outra mudança pela frente. A mudança rápida e transformadora é o novo padrão.

As empresas podem achar que já lidaram com mudanças por terem se automatizado e passado por uma transformação digital, mas a próxima geração vai além da automação para se tornar ao mesmo tempo autônoma e preditiva. As máquinas não estão apenas fazendo o trabalho braçal, como também estão pensando, graças à inteligência artificial. Isso aumenta os efeitos sobre a força de trabalho comparado ao que já foi visto anteriormente.

Isso significa que os tipos de treinamento precisam mudar para ajudar as pessoas a se tornarem experts em IA. Identificamos 165 novos cargos relativos a profissões do futuro e os dividimos em sete domínios de conhecimento técnico. Para preparar os trabalhadores para as profissões do futuro, descobrimos que uma capacitação curta e focada – de seis meses ou menos – funciona. Quando muita informação é apresentada durante um período muito longo, os colaboradores se sentem sobrecarregados. Cursos curtos, que validam o aprendizado com certificados para mostrar aos colaboradores e gerentes quais competências foram aprendidas, dão aos colaboradores uma sensação de realização. Treinamentos constantes ou cursos de atualização são muitas vezes necessários para consolidar o novo conhecimento – não sendo um sinal de que o treinamento original não funcionou.

Segundo nossa pesquisa Revolução das Competências 4.0, embora todos os colaboradores precisem aprender novas competências, para até 35% dos trabalhadores, menos de seis meses de treinamento deverá ser o bastante para elevá-los ao próximo nível. Nove por cento deles precisará de seis a doze meses, enquanto 10% levará mais de um ano para aperfeiçoar suas competências até conseguirem uma promoção.

A digitização não está eliminando empregos, mas irá afetar a maior parte dos cargos e funções. Enquanto isso, também está criando novas funções e proporcionando crescimento de empregos em todo o setor industrial. Com os fabricantes enfrentando uma escassez de competências, o aperfeiçoamento profissional é essencial para preencher o gap. Ninguém pode prever o futuro, mas com as competências certas, uma cultura de aprendizagem e foco em ajudar as pessoas a desenvolver suas carreiras para trabalhos sob demanda, podemos nos preparar melhor.

 

*Texto original disponível em: manpowergroup.com

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