Você já parou para pensar em como pequenos erros na gestão de pessoas podem causar um verdadeiro efeito dominó, trazendo prejuízos enormes?
Uma comunicação falha tem o potencial de, por exemplo, causar desentendimentos, quebras de expectativas e até mesmo a perda de bons talentos.
Por outro lado, quando há uma preocupação genuína com os colaboradores, algumas organizações conseguem aumentar a produtividade em 18% e a lucratividade em 23%, como mostra esse estudo da Gallup.
Quer saber quais equívocos podem comprometer o desempenho das equipes e impedir sua empresa de alcançar esses resultados? Então, siga com a leitura!
1. Deixar de se comunicar claramente
Muitas empresas investem tempo, esforço e dinheiro para se comunicar com o seu público externo. Mas, infelizmente, nem sempre a mesma atenção é dedicada aos colaboradores.
Além de ser um dos erros mais comuns na gestão de talentos, é um daqueles equívocos que podem custar muito caro. Isso porque, quando a comunicação interna falha, aumentam os conflitos, os erros operacionais e o desperdício de materiais.
Para evitar situações como essa, é preciso agir em dois sentidos:
- implementando novos canais de comunicação para promover uma cultura mais transparente;
- conscientizando as lideranças sobre a importância do diálogo aberto, para que elas consigam apoiar esse processo.
Hoje, existem diversas ferramentas que podem otimizar a comunicação interna, como redes sociais corporativas, soluções de feedback contínuo, reuniões individuais, entre outras.
2. Não investir na qualificação dos colaboradores
Segundo a pesquisa Panorama do Treinamento no Brasil 2024/2025, o Brasil investe, em média, R$ 1.222,00 por ano em treinamento por colaborador.
Embora esse valor tenha aumentado 14% em relação a 2023, ainda estamos bem abaixo de países como os Estados Unidos, onde o investimento anual por pessoa ultrapassa os R$ 6.000,00.
Ou seja, apesar dos avanços perceptíveis, ainda há muito espaço para fortalecer a capacitação dos profissionais e, assim, melhorar os resultados das empresas.
Não investir em treinamento e desenvolvimento (T&D), especialmente em um contexto de rápidas mudanças, afeta diretamente a qualidade e a agilidade do trabalho.
Mas atenção: para acertar nessa estratégia, o primeiro passo é realizar uma avaliação de desempenho. Dessa forma, será possível identificar com precisão as habilidades e as competências que precisam ser desenvolvidas em cada colaborador.
3. Não construir uma marca empregadora forte
Como revelado em nossa Pesquisa de Escassez de Talentos 2025, o Brasil está entre os países com maior dificuldade para contratar profissionais com as habilidades certas.
Na prática, isso mostra que nunca foi tão importante implementar novas estratégias de atração e seleção de talentos, sendo o fortalecimento da marca empregadora uma das mais significativas.
Muitas empresas ainda não perceberam a importância dessa necessidade e continuam investindo em processos de recrutamento e seleção pouco eficientes e inovadores, que acabam gerando mais custos do que benefícios.
Para eliminar esse erro e impulsionar o Employer Branding, uma boa ideia é criar uma página de carreiras, onde você pode compartilhar informações sobre a empresa — como cultura, liderança, missão e valores.
Assim, os talentos terão a oportunidade de conhecer sua marca e se conectar com os objetivos e o ambiente da organização.
4. Definir metas que não estimulam o time
Toda meta é uma grande ferramenta de persuasão das pessoas colaboradoras.
Com elas, é possível direcionar as equipes rumo aos objetivos desejados, canalizando uma boa quantidade de força em um mesmo lugar. Contudo, ainda existem muitos gestores que não sabem como definir metas de qualidade, deixando de lado diversos aspectos importantes.
Para evitar esse problema, experimente usar a metodologia SMART. Seu nome vem do acrônimo de cinco palavras em inglês, que estabelecem o que uma meta inteligente deve ser:
- Specific (específica);
- Mensurable (mensurável);
- Attainable (alcançável);
- Relevant (relevante);
- Time-based (com tempo bem definido).
Após a definição, não se esqueça de que os gestores devem compartilhar o que foi decidido com cada membro da equipe e ajudá-los a manter o foco nos objetivos a serem alcançados.
5. Privar os colaboradores de feedback
Essa é uma questão recorrente na maioria das empresas. Tanto é que, em 2023, 24,3% dos profissionais brasileiros disseram que não receberam nenhum feedback de seus líderes.
Boa parte dos gestores ainda enfrenta percalços ao dar devolutivas para suas equipes, seja por falta de conhecimento, interesse ou aptidão com o assunto.
Mas esse também é um dos grandes erros na gestão, já que colaboradores que não recebem feedback têm mais dificuldade em entender seus pontos fortes e fracos.
Aqui estão algumas dicas para acertar na comunicação:
- agende local e horário adequado;
- planeje tudo o que dirá;
- seja claro nas informações;
- equilibre as críticas e os elogios;
- esteja disposto a ouvir o que o colaborador tem a dizer.
O modelo de feedback mais conhecido é o PNP. Nele, você deve começar falando sobre um ponto positivo, depois um ponto negativo e finalizar com outro ponto positivo.
6. Não reconhecer os resultados alcançados
É comum que as empresas exijam grandes resultados dos times, estabelecendo metas ambiciosas e de curto prazo. Porém, essas mesmas empresas frequentemente falham em reconhecer e recompensar os esforços que levaram a esses resultados.
Quando isso acontece, a desmotivação bate à porta, comprometendo também a produtividade e aumentando a rotatividade de colaboradores.
É por isso que é sempre válido criar recompensas que realmente agreguem valor. Somente lembre de considerar o esforço necessário para alcançar cada objetivo e buscar um equilíbrio entre recompensas financeiras e não financeiras.
7. Negligenciar o bem-estar dos colaboradores
O bem-estar físico, mental e emocional das equipes é um dos pilares do sucesso organizacional.
Quando as empresas negligenciam essa questão e permitem que o estresse e a sobrecarga de trabalho dominem o ambiente, a tendência é que a satisfação, o desempenho e a retenção de talentos caiam drasticamente.
Uma forma eficaz de evitar esse erro é implementar programas de saúde que contemplem apoio psicológico, incentivo à atividade física e momentos de descontração no trabalho.
Além disso, promover uma cultura que valorize o equilíbrio entre vida profissional e pessoal pode fazer maravilhas pela saúde mental e pelo engajamento dos talentos.
8. Não apoiar as ações de DEIP
Outro erro crítico na gestão de pessoas é a falta de ações claras e eficazes para promover a Diversidade, Equidade, Inclusão e Pertencimento (DEIP). Além de reduzir as oportunidades para talentos diversos, esse gap também pode limitar a inovação e a criatividade na organização.
Sem contar que, quando os colaboradores não se sentem respeitados, a satisfação interna diminui e a marca empregadora tem grandes chances de ser negativamente impactada.
Para reverter esse quadro, é urgente implementar medidas consistentes para garantir que todas as pessoas colaboradoras, independentemente de sua origem, identidade ou gênero, se sintam verdadeiramente acolhidas e representadas.
Considerações finais
Evitar os erros mais comuns na gestão de pessoas e adotar boas práticas, como oferecer canais de comunicação abertos e criar uma cultura inclusiva, diversa e transparente, é o caminho para ter um time mais engajado e produtivo.
Agora que você está por dentro das melhores dicas nesta frente, aproveite para ler também o nosso artigo DHO: a importância de uma área focada no desenvolvimento de pessoas. Até a próxima!