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Principais erros na gestão de pessoas e como evitá-los

6 min de leitura

Publicado em 03/07/17

Atualizado em Abril 23, 2026

Erros na gestão de pessoas nem sempre aparecem de forma óbvia. Muitas vezes, eles se manifestam em sinais sutis — queda no engajamento, aumento do turnover, conflitos recorrentes ou dificuldade para sustentar resultados.

O problema é que, quando ignorados, esses sinais tendem a se transformar em impactos reais para o negócio.

Em um cenário marcado por mudanças rápidas, escassez de talentos e novas expectativas dos profissionais, a forma como as empresas lideram, desenvolvem e engajam trabalhadores se tornou uma questão estratégica.

Por isso, identificar e evitar erros comuns na gestão de pessoas é um passo importante para fortalecer equipes, melhorar a performance e construir ambientes de trabalho mais sustentáveis.

Neste artigo, reunimos erros comuns na gestão de pessoas e caminhos para evitá-los. Boa leitura!

Deixar de se comunicar claramente

Muitas empresas investem tempo, esforço e dinheiro para se comunicar com o seu público externo. Mas, infelizmente, nem sempre a mesma atenção é dedicada aos colaboradores.

Além de ser um dos erros mais comuns na gestão de talentos, é um daqueles equívocos que podem custar caro. Isso porque, quando a comunicação interna falha, aumentam os conflitos, os erros operacionais e o desperdício de materiais.

Para evitar situações como essa, é preciso agir em dois sentidos:

  • implementando novos canais de comunicação para promover uma cultura mais transparente;
  • conscientizando as lideranças sobre a importância do diálogo aberto, para elas conseguirem apoiar esse processo.

Hoje, existem diversas ferramentas que podem otimizar a comunicação interna, como redes sociais corporativas, soluções de feedback contínuo, reuniões individuais, entre outras.

Não investir no desenvolvimento dos colaboradores

Segundo o relatório The State of Careers, da Talent Solutions Right Management, 4 em cada 10 profissionais não têm um plano de carreira definido atualmente.

Ou seja, apesar dos avanços perceptíveis, ainda há muito espaço para fortalecer a capacitação dos profissionais e, assim, melhorar os resultados das empresas.

Não investir em treinamento e desenvolvimento (T&D), especialmente em um contexto de rápidas mudanças, afeta diretamente a qualidade e a agilidade do trabalho.

Mas atenção: para acertar nessa estratégia, o primeiro passo é realizar uma avaliação de desempenho. Dessa forma, será possível identificar com precisão as habilidades e as competências que precisam ser aprimoradas em cada colaborador.

Não construir uma marca empregadora forte

Como revelado em nossa Pesquisa de Escassez de Talentos 2026, o Brasil está entre os países com maior dificuldade para contratar profissionais com determinadas habilidades.

Na prática, isso mostra que nunca foi tão importante investir em novas estratégias de atração e retenção — e fortalecer a marca empregadora é uma das mais relevantes. Afinal, em um mercado em que talentos têm mais poder de escolha, não basta divulgar vagas: é preciso fazer com que as pessoas queiram trabalhar na empresa.

Muitas organizações ainda subestimam esse ponto e mantêm processos de recrutamento pouco estratégicos, focados apenas na abertura de posições, sem investir na percepção de marca construída junto ao mercado. 

Para evitar esse erro, vale olhar para o employer branding como uma estratégia contínua. Isso passa por comunicar com clareza a proposta de valor ao colaborador (EVP), evidenciar oportunidades de desenvolvimento, reforçar atributos da cultura organizacional e mostrar, na prática, como é a experiência de trabalhar na companhia.

Uma página de carreiras bem estruturada é um começo, mas não é suficiente. Também faz diferença compartilhar histórias reais de colaboradores, fortalecer a presença da marca em canais como LinkedIn, acompanhar avaliações em plataformas como Glassdoor e garantir que a experiência do candidato durante o processo seletivo seja positiva e coerente.

A marca empregadora forte ajuda a atrair mais talentos e fortalece engajamento, reputação e retenção. Em um cenário de escassez de habilidades, isso pode se tornar uma vantagem competitiva relevante.

Definir metas que não estimulam o time

Toda meta é uma grande ferramenta de persuasão das pessoas colaboradoras. Com metas, é possível direcionar as equipes rumo aos objetivos desejados, canalizando força em um mesmo lugar. Contudo, ainda existem muitos gestores que não sabem como definir objetivos, deixando de lado diversos aspectos importantes.

Para evitar esse problema, experimente usar a metodologia SMART. Seu nome vem do acrônimo de cinco palavras em inglês, que estabelecem o que uma meta inteligente deve ser:

  • Specific (específica);
  • Mensurable (mensurável);
  • Attainable (alcançável);
  • Relevant (relevante);
  • Time-based (com tempo definido).

Após a definição, não se esqueça de que os gestores devem compartilhar o que foi decidido com cada membro da equipe e ajudá-los a manter o foco nos objetivos a serem alcançados.

Privar os colaboradores de feedback

Boa parte das lideranças ainda enfrenta percalços ao dar devolutivas para suas equipes, seja por falta de conhecimento, interesse ou aptidão com o assunto.

Mas esse também é um dos grandes erros na gestão, já que colaboradores que não recebem feedback têm mais dificuldade em entender seus pontos fortes e fracos.

Aqui estão algumas dicas para acertar na comunicação:

  • agende local e horário adequado;
  • planeje tudo o que dirá;
  • seja claro nas informações;
  • equilibre as críticas e os elogios;
  • esteja disposto a ouvir o que o colaborador tem a dizer.

Conheça seis tipos de feedbacks para utilizar com sua equipe.

Não reconhecer os resultados alcançados

É comum que as empresas estabeleçam metas ambiciosas e cobrem alta performance das equipes, mas nem sempre reconheçam, na mesma medida, os esforços e as contribuições que sustentam esses resultados.

Quando isso acontece, o impacto tende a ir além da desmotivação: o engajamento diminui, a produtividade pode cair e o risco de turnover aumenta. Por isso, reconhecer resultados consistentemente é uma prática estratégica.

Isso pode envolver recompensas financeiras, mas também ações não financeiras que gerem valor real para os profissionais, como oportunidades de desenvolvimento, visibilidade, autonomia e reconhecimento público.

O mais importante é que esse reconhecimento seja proporcional ao esforço, coerente com a cultura da empresa e percebido como genuíno pelas equipes.

Negligenciar o bem-estar dos colaboradores

O bem-estar físico, mental e emocional das equipes é um dos pilares do sucesso organizacional.

Quando as empresas negligenciam essa questão e permitem que o estresse e a sobrecarga de trabalho dominem o ambiente, a tendência é que a satisfação, o desempenho e a retenção de talentos caiam drasticamente.

Uma forma eficaz de evitar esse erro é implementando programas de saúde que contemplem apoio psicológico, incentivo à atividade física e momentos de descontração no trabalho.

NR-1 atualizada: o que muda e como garantir a conformidade.

Não apoiar as ações de DEIP

Outro erro crítico na gestão de pessoas é a falta de ações claras e eficazes para promover Diversidade, Equidade, Inclusão e Pertencimento (DEIP). Além de reduzir as oportunidades para talentos diversos, esse gap também pode limitar a inovação e a criatividade na organização.

Sem contar que, quando os colaboradores não se sentem respeitados, a satisfação interna diminui e a marca empregadora tem grandes chances de ser negativamente impactada.

Para reverter esse quadro, é urgente implementar medidas consistentes para garantir que todas as pessoas colaboradoras, independentemente de sua origem, identidade ou gênero, se sintam verdadeiramente acolhidas e representadas.

Muitos erros na gestão de pessoas não surgem por falta de intenção, mas por práticas que deixam de evoluir diante das novas demandas do trabalho. Falhas de comunicação, pouco desenvolvimento, ausência de reconhecimento ou lideranças despreparadas podem parecer problemas isolados, mas impactam diretamente engajamento, retenção e resultados.

A boa notícia é que esses riscos são evitáveis. Empresas que tratam a gestão de pessoas de forma estratégica — investindo em cultura, liderança, bem-estar e experiência do colaborador — tendem a construir equipes mais fortes, ambientes saudáveis e negócios preparados para o futuro.

Se você quer aprofundar esse olhar e entender quais forças estão redesenhando a gestão de pessoas, confira também o Relatório de Tendências Globais 2026, com recomendações para apoiar lideranças e organizações na tomada de decisões.


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