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Muitas empresas já adotam o Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) como uma ferramenta de gestão de pessoas. Mas sabia que, recebendo ou não esse apoio formal, você pode criar o seu próprio PDI?
Aliás, há boas razões para isso: esse é um passo que diferencia quem assume o protagonismo pelo próprio crescimento profissional de quem espera passivamente por direcionamentos externos para evoluir.
Se você quer fazer parte do primeiro grupo, chegou a hora de conhecer as principais etapas para criar um PDI prático, realista e altamente eficaz. Vamos lá?
O nome já explica: o Plano de Desenvolvimento Individual — ou simplesmente PDI — é uma ferramenta que ajuda a organizar, planejar e acompanhar o crescimento profissional ao longo do tempo.
Na prática, o que ele faz é transformar os objetivos de carreira de uma pessoa em um plano de ação concreto, com metas claras, prazos realistas, ações específicas e critérios de acompanhamento.
O mercado atual exige dinamismo — o que significa que, para continuar crescendo, todo profissional precisa se adaptar às mudanças e desenvolver novas competências continuamente.
Nesse cenário, já não adianta mais agir por instinto ou reagir às oportunidades. A verdadeira evolução profissional acontece quando há intenção, foco e direção. A melhor forma de garantir isso é traçando um plano estruturado de desenvolvimento.
De modo geral, o PDI se apoia em três pilares fundamentais:
Essa ferramenta não somente organiza o desenvolvimento profissional, mas cria as condições necessárias para o crescimento acontecer de forma intencional e contínua.
Muitas empresas apoiam seus colaboradores na construção do Plano de Desenvolvimento Individual, geralmente durante os ciclos de avaliação de desempenho.
No entanto, você não precisa esperar por esse suporte para começar. Criar um PDI por conta própria é um ótimo exercício de autonomia, proatividade e autoconhecimento.
Confira, a seguir, as principais etapas dessa construção.
Quanto mais claro for o destino que você deseja alcançar, mais fácil será traçar o caminho até ele. Por isso, sua primeira missão é definir o objetivo central do seu PDI e desdobrá-lo em metas.
Para não ter erro, uma boa dica é se apoiar na metodologia SMART, segundo a qual as metas devem ser:
Se tiver dificuldade para transformar seu objetivo geral em metas SMART, as ferramentas de IA generativa, como o ChatGPT ou o Gemini, podem ser ótimas aliadas.
Experimente perguntar a elas algo como: “Meu objetivo de carreira é assumir uma posição de liderança nos próximos dois anos. Você pode me ajudar a desdobrá-lo em cinco metas SMART?”.
Uma etapa fundamental para direcionar as ações do seu PDI é entender o que está separando você do seu objetivo profissional em termos de competências e habilidades.
Nesse momento, o foco é identificar quais conhecimentos técnicos e comportamentais você já domina e quais ainda precisam ser desenvolvidos para chegar até lá.
Para tornar essa análise mais objetiva, vale recorrer a autoavaliações, feedbacks recentes, descrições de vagas desejadas e conversas com pessoas que já ocupam a posição que você almeja.
Se o seu objetivo é assumir uma posição de liderança, por exemplo, o diagnóstico pode revelar lacunas como dificuldade em delegar tarefas ou a necessidade de desenvolver inteligência emocional.
Com o diagnóstico em mãos, é hora de definir como você vai desenvolver as habilidades que precisa.
Um erro comum é focar somente em cursos teóricos. Para um crescimento mais acelerado, recomendamos que você invista no modelo 70-20-10:
Aqui, mais uma vez, a inteligência artificial pode te ajudar indicando cursos relevantes, trilhas de aprendizado personalizadas e até apoiando a criação de planos de estudo.
As metas SMART precisam ser mensuráveis e temporais. Na prática, isso significa que você precisa estabelecer datas, marcos intermediários e indicadores para acompanhar o progresso ao longo do tempo.
Se uma das suas metas for concluir um curso de comunicação assertiva, por exemplo, você pode estruturar o acompanhamento da seguinte forma:
Tanto o mercado de trabalho quanto as suas prioridades podem mudar ao longo do tempo. Por isso, encare o PDI como um documento vivo, que deve evoluir com você.
Uma boa prática é reservar uma data mensal ou trimestral para revisar o que já foi alcançado, o que perdeu sentido e quais novas oportunidades ou desafios surgiram no caminho.
Assim, é possível ajustar prazos, redefinir metas e até reformular objetivos, se necessário.
Um PDI bem estruturado tem grande potencial para impulsionar o seu desenvolvimento. Mas vale o alerta: ele só ajudará você a alcançar seu pleno potencial se estiver acompanhado de hábitos coerentes.
De pouco adianta ter metas bem definidas se comportamentos como procrastinação, falta de foco ou resistência a feedback continuam sabotando o seu progresso, certo?
Quer entender melhor quais atitudes podem estar freando a sua evolução? Então, aproveite para ler também o artigo: 8 hábitos que atrapalham sua carreira e como evitar cada um deles.