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Employee Experience: como fortalecer a experiência do colaborador?

17 min de leitura

Publicado em 22/01/20

Atualizado em Dezembro 18, 2025

Com a escassez global de talentos atingindo níveis críticos e o turnover chegando a mais de 50% ao ano no Brasil, nunca fez tanto sentido investir em boas práticas de Employee Experience. 

Afinal, quando os colaboradores vivem uma jornada positiva na empresa, eles tendem a se engajar mais e a produzir melhor — tudo o que as organizações precisam para crescer sustentavelmente. 

Quer saber mais? Neste artigo, vamos explicar o que é este conceito, por que ele importa e como aplicá-lo no dia a dia. 

 O que é employee experience?

Quando vamos a um restaurante, nossa experiência não depende só do preço ou do sabor da comida.  

Ela também é influenciada pelo ambiente, pela decoração, pela limpeza, pelo conforto das mesas, pela gentileza dos atendentes e até mesmo pelo comportamento de outros clientes ao nosso redor. 

No mundo do trabalho, acontece a mesma coisa: tudo o que o colaborador vive na empresa, desde o processo de contratação até o momento do desligamento, molda sua percepção.  

É justamente na soma de todas essas vivências que nasce o Employee Experience. 

Mais do que criar um ambiente agradável, o Employee Experience garante que o ciclo de vida do colaborador seja coerente, positivo e alinhado aos valores da organização. 

É ele que transforma a empresa de um lugar onde as pessoas simplesmente precisam ir em um ambiente onde elas gostam de estar e desejam permanecer. 

Por que o employee experience é tão importante?

O sucesso de uma organização passa obrigatoriamente pelas pessoas que fazem parte dela. Afinal, é por meio do trabalho dos colaboradores que as empresas conseguem alcançar suas metas e objetivos. 

Mas, para que esses profissionais entreguem os resultados esperados, é fundamental que a jornada deles seja bem cuidada por meio de boas práticas de Employee Experience.  

Quando isso de fato acontece, tudo flui melhor e os benefícios para o negócio começam a aparecer, como: 

  • maior engajamento e motivação; 
  • aumento da produtividade; 
  • redução do turnover; 
  • cultura organizacional mais forte; 
  • melhoria da marca empregadora; 
  • redução de custos. 

É como se uma coisa alimentasse a outra: a empresa oferece um ambiente de trabalho saudável e estruturado, os colaboradores se sentem valorizados e respondem com mais dedicação. 

Essa dedicação, por sua vez, gera melhores resultados para o negócio, reforçando ainda mais a importância de cuidar das pessoas. 

Quais aspectos influenciam na experiência do colaborador? 

Agora que a importância do Employee Experience está clara, vamos à próxima informação que você precisa saber: quais são os fatores determinantes para criar uma vivência positiva. 

Jacob Morgan, autor do livro The employee experience advantage, definiu que existem três ambientes decisivos nesse processo. Confira a seguir. 

AMBIENTE FÍSICO 

É tudo aquilo que podemos ver e tocar ao nosso redor, como decoração, iluminação, plantas, conforto dos móveis e até a forma como os espaços são distribuídos. 

Também fazem parte desse aspecto os recursos que facilitam o dia a dia, como uma copa bem equipada, áreas de descanso, salas silenciosas e infraestrutura adequada. 

Mas vale lembrar que, hoje, o conceito de ambiente físico vai além do espaço tradicional de escritório 

Com a valorização da flexibilidade, muitas empresas têm adotado modelos híbridos e repensado seus ambientes para que eles atendam às novas formas de trabalhar. 

Isso inclui criar espaços mais colaborativos, áreas abertas para troca entre equipes e ambientes que promovam criatividade, bem-estar e integração — tanto para quem está sempre presencialmente quanto para quem alterna entre casa e escritório. 

Em vez de ambientes pensados apenas para a execução de tarefas, a ideia é criar experiências: espaços que estimulam pertencimento, conexão e motivação no dia a dia. 

AMBIENTE TECNOLÓGICO 

O segundo tipo de ambiente é composto pelas ferramentas e soluções digitais que os colaboradores utilizam para trabalhar: computadores, softwares, aplicativos, sistemas internos, plataformas de comunicação e de aprendizagem.  

Basta lembrar de quantas vezes um processo lento, um sistema travado ou uma plataforma confusa já gerou frustração, atrasos ou retrabalho para entender o impacto desse pilar no Employee Experience. 

Por outro lado, ferramentas modernas, intuitivas e acessíveis tornam o trabalho mais leve, ágil e produtivo, seja facilitando a comunicação em equipes híbridas, reduzindo burocracias ou liberando as pessoas para atividades mais estratégicas. 

Mas atenção: para melhorar esse aspecto, é importante entender as necessidades reais de cada área e oferecer soluções que apoiem o trabalho, desde bons equipamentos até treinamentos frequentes.  

AMBIENTE CULTURAL 

Se o ambiente físico é o que vemos e o tecnológico é o que usamos, o ambiente cultural é o que sentimos.  

É a “vibe” da empresa: o estilo de liderança, como as pessoas se relacionam, o senso de propósito compartilhado, o clima emocional e os valores que realmente são vividos no dia a dia. 

Talvez esse seja o aspecto mais importante da experiência do colaborador. Inclusive, em nossa pesquisa The State of Careers, o fit com a cultura organizacional e a confiança na liderança foram apontados como os fatores que mais garantem o engajamento. 

É por isso que as empresas que querem prosperar na era da escassez de talentos precisam olhar para a cultura intencionalmente: revisá-la, fortalecê-la e garantir que ela seja vivida de verdade. 

Isso envolve reforçar práticas que promovam segurança psicológica, reconhecimento, comunicação transparente, autonomia, confiança mútua, diversidade, entre outras. 

Como acertar na estratégia de Employee Experience?  

As organizações que quiserem vencer a escassez de talentos precisam olhar com atenção para os três pilares da experiência do colaborador: o ambiente físico, o tecnológico e o cultural. Mas como fazer isso na prática? 

A seguir, você confere as etapas fundamentais para desenvolver uma estratégia de Employee Experience consistente na sua organização. 

DIAGNÓSTICO: ESCUTE ANTES DE AGIR 

O primeiro passo é entender como os colaboradores percebem a empresa. Vale usar pesquisas internas, formulários anônimos, entrevistas e conversas abertas para mapear: 

  • necessidades reais; 
  • pontos de dor; 
  • expectativas; 
  • sugestões de melhoria. 

Em geral, as ferramentas de comunicação interna e de clima organizacional ajudam muito nessa etapa. Quanto mais genuína for essa escuta, mais precisa será a construção da experiência. 

DESIGN DA JORNADA: PLANEJE EXPERIÊNCIAS INTENCIONAIS 

Com os dados do diagnóstico em mãos, é hora de desenhar a jornada do colaborador, desde a contratação até o desligamento. 

Aqui, o objetivo é identificar oportunidades de melhoria e construir experiências mais positivas em momentos-chave como: 

  • integração e acolhimento inicial; 
  • desenvolvimento e oportunidades de carreira; 
  • movimento de cargos e promoções; 
  • feedbacks e avaliações contínuas; 
  • comunicação aberta e rituais de equipe; 
  • transições e desligamentos humanizados. 

É importante lembrar que o apoio ao desenvolvimento das pessoas tem um impacto enorme na experiência geral dos colaboradores. 

Por isso, não deixe de investir em ferramentas como mentorias, programas de capacitação, trilhas de carreira e iniciativas de upskilling e reskilling. 

IMPLEMENTAÇÃO: ENTREGUE O PROMETIDO 

Uma estratégia só ganha força quando sai do papel. Por isso, ao definir prioridades, prazos e ações, garanta que tudo o que for prometido será cumprido. 

Alguns pontos importantes para evitar frustração e fortalecer a confiança interna: 

  • alinhar expectativas de forma transparente; 
  • priorizar ações com impacto real na experiência; 
  • envolver lideranças no processo; 
  • garantir recursos adequados (tecnologia, estrutura, treinamentos); 
  • comunicar bem cada mudança. 

A implementação deve ser consistente, coerente e construída com a participação de toda a organização. 

MENSURAÇÃO: ACOMPANHE O IMPACTO 

O Employee Experience é um processo vivo, e medir seus resultados é primordial para saber se a estratégia está funcionando. 

Para isso, acompanhe indicadores como: 

  • engajamento; 
  • produtividade; 
  • turnover voluntário; 
  • absenteísmo; 
  • eNPS (Employee Net Promoter Score); 
  • participação em treinamentos; 
  • percepção sobre liderança e clima. 

Essas métricas mostram o que está funcionando, o que precisa ser ajustado e onde existem novas demandas. 

AJUSTES CONTÍNUOS: EVOLUA COM AS PESSOAS 

As estratégias de Employee Experience podem e devem evoluir com as mudanças da empresa, das equipes e do mercado de trabalho. 

Por isso, mantenha uma cultura de feedback constante entre colaboradores, gestores e RH. Essa troca é importante para corrigir rotas e aprimorar práticas e processos. 

Ajustar rotinas, atualizar ferramentas, melhorar rituais de comunicação, repensar políticas internas e incluir novas soluções deve fazer parte da rotina. 

No fim das contas, acertar na estratégia de Employee Experience significa criar processos que realmente façam sentido para as pessoas — e isso só acontece quando a organização escuta, planeja, entrega, mede e evolui. 

Se você gostou deste conteúdo, aproveite para ler também: Como reduzir o turnover: o papel da liderança na retenção de talentos. 


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