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Por que a Geração Z valoriza tanto o desenvolvimento profissional?

Escrito por ManpowerGroup Brasil | 01/06/26

Sua empresa ainda está tentando decifrar como atrair, engajar e reter a Geração Z? Então, aí vai uma estratégia indispensável: investir em desenvolvimento contínuo.

Segundo dados da Udemy, 65% da Gen Z está interessada em aprendizado e crescimento na carreira. Ou seja, mais do que bons salários e propósito, esse grupo busca por oportunidades reais de evolução.

Para entender melhor as expectativas das pessoas nascidas entre 1997 e 2010 e como sua empresa pode atendê-las, continue a leitura!

Qual é o perfil da Geração Z?

O valor que a Gen Z atribui ao desenvolvimento está diretamente ligado às características que marcam essa geração. Basicamente, estamos falando sobre um grupo de pessoas que:

  • cresceu com a tecnologia na palma da mão;
  • quer que seu trabalho tenha um impacto real e positivo;
  • prefere ambientes que respeitem o equilíbrio entre vida pessoal e profissional;
  • prioriza a diversidade, a inclusão e a responsabilidade ambiental;
  • e, o mais importante, tem um senso de urgência por crescimento.

Entender essas expectativas é fundamental para empresas que desejam se manter atrativas, relevantes e competitivas no médio e longo prazo. Afinal, a Geração Z deve representar cerca de 30% da força de trabalho global até 2030.

Por que o desenvolvimento virou critério de escolha para a Gen Z?

Por estarem habituados à velocidade da informação, os integrantes da Geração Z esperam que suas carreiras avancem no mesmo dinamismo — desde que esse progresso não comprometa seu bem-estar ou qualidade de vida.

Para se ter uma ideia, dados da Ripplematch mostram que 70% da Geração Z tem como expectativa ser promovida em até 18 meses. Mas essa ascensão depende, inevitavelmente, do aprimoramento contínuo de habilidades. E eles não apenas sabem disso, como desejam receber esse apoio das empresas que os contratam.

É por isso que o desenvolvimento profissional deixou de ser um extra para se tornar um critério decisivo na escolha de um emprego. Em uma pesquisa global da Deloitte, isso fica claro: aprendizado e desenvolvimento foram citados entre os três principais motivos que levam a Geração Z a escolher seu atual empregador.

Além disso, quando percebem que estão adquirindo novas habilidades ou enxergam possibilidades de progressão, esses profissionais tendem a se engajar mais e a permanecer na organização. Do contrário, a movimentação para novos desafios acontece com a mesma rapidez com que consomem informação e são capazes de aprender algo novo.

O que essas expectativas significam para as empresas?

Os dados acima deixam claro que o desenvolvimento já não pode mais ser tratado como algo esporádico ou opcional, mas sim como parte da estratégia de atração e retenção da Geração Z. 

Na prática, isso envolve investir em iniciativas como:

  • programas de aprendizagem, com acesso a cursos, trilhas de desenvolvimento e capacitações técnicas e comportamentais alinhadas às demandas do negócio e aos interesses desses profissionais;
  • mentorias internas, conectando talentos mais experientes a profissionais em início ou aceleração de carreira, para apoiar o desenvolvimento, a troca de conhecimento e a construção de trajetórias mais consistentes;
  • planos de carreira personalizados, que ofereçam clareza sobre papéis, competências esperadas e possibilidades reais de progressão na organização;
  • ciclos frequentes de feedback e acompanhamento, substituindo avaliações esporádicas por conversas contínuas sobre desempenho, aprendizado e próximos passos;
  • oportunidades de mobilidade interna, como projetos multidisciplinares e job rotation, que ampliem repertório e mantenham o engajamento ao longo do tempo.

Como tornar as ações de desenvolvimento atrativas para a Geração Z?

Na hora de implementar as estratégias acima, as empresas também precisam considerar as preferências da Geração Z em relação à forma de aprender.

Em geral, os jovens talentos tendem a se engajar ainda mais no processo de aprendizado quando ele é:

  • contínuo, com acesso frequente a novos conteúdos e oportunidades de desenvolvimento;
  • prático e aplicável, conectado aos desafios reais do dia a dia e com impacto direto no trabalho;
  • personalizado, respeitando diferentes interesses, ritmos e objetivos de carreira;
  • colaborativo, incentivando trocas, mentorias e aprendizado entre pares;
  • flexível, dinâmico e digital, com microlearning e uso de recursos como a gamificação para tornar o aprendizado mais envolvente.

Para o time de RH, o desafio está em desenhar programas mais alinhados às diferentes fases da jornada profissional, e em usar dados para entender quais ações realmente geram engajamento e evolução.

Já para líderes e gestores, o papel é atuar como desenvolvedores de pessoas: orientar, dar autonomia, estimular o aprendizado no dia a dia e conectar o crescimento individual aos objetivos do negócio.

Considerações finais

O desenvolvimento profissional já não é mais um benefício complementar para a Geração Z, mas sim um pilar central de escolha, permanência e engajamento.

Vale lembrar que, para esses talentos, a clareza é fundamental: eles precisam entender seu desempenho atual, identificar pontos de melhoria e visualizar os caminhos para sua ascensão na organização.

Essa realidade exige uma mudança de mentalidade corporativa. É preciso ir além de ações isoladas e consolidar uma cultura baseada em aprendizado contínuo, feedbacks frequentes e transparência. Ao colocar o crescimento das pessoas como prioridade, a empresa constrói equipes mais preparadas e resilientes a longo prazo.

Quer se aprofundar ainda mais nesse tema? Ouça o episódio sobre Geração Z e Mercado de Trabalho no Podcast Papo de Talento e confira insights sobre como se conectar com esse novo perfil de profissionais.