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Perguntas e respostas sobre diversidade de gênero nas empresas

6 min de leitura

Publicado em 11/01/21

Atualizado em Dezembro 15, 2021

Não está mais em discussão: a diversidade de gênero é algo que todos os líderes de RH e gestores precisam estar de olho para 2021. Mesmo sendo um tema que já está em alta há algum tempo, ainda existem muitas dúvidas sobre como implementar esta diversidade na prática.

Aproveite para descansar os olhos ouvindo este conteúdo!

 

Por isso, no final de 2020 fizemos aqui no ManpowerGroup, em parceria com a ACNUR (Agência de refugiados da ONU) e a Santa Causa Boas Ideias, um webinar respondendo as principais dúvidas de líderes de RH e gestores sobre o tema. Neste artigo, trazemos mais algumas informações e respostas de perguntas que recebemos durante o webinar.

Quer saber como foi o webinar? Clique aqui para ter acesso ao conteúdo completo!

Dados sobre diversidade de gênero

Para contextualizar a importância de ter esta conversa sobre diversidade de gênero, trazemos alguns dados sobre o assunto:

No mundo, apenas metade das mulheres com idade entre 25 e 54 anos são economicamente ativas, contra 96% dos homens (ONU Mulheres);

A maternidade e o casamento continuam a ser os principais empecilhos para que mulheres trabalhem (ONU Mulheres);

30% das mulheres possuem nível superior e pós-graduação, enquanto homens são 24%. Mesmo assim, eles podem chegar a ganhar até 52% a mais que elas exercendo uma mesma função (Catho);

47% das mães já renunciaram a oportunidades de emprego ou promoções porque sabiam que teriam dificuldade em conciliar filhos e vida profissional (Catho);

Em relação à igualdade de salários, o Brasil está 124ª posição, sendo o penúltimo das Américas no ranking (FMI);

Apenas 3% das mulheres economicamente ativas no Brasil estão em cargos de liderança (Bain & Company);

Times com mais de 30% das posições executivas ocupadas por mulheres têm mais chance de apresentar melhor performance financeira do que os times com pouca diversidade de gênero (McKinsey & Company).

Perguntas e respostas sobre diversidade de gênero

Qual o primeiro passo para ter mais mulheres na minha empresa?

Iniciar uma conversa séria sobre diversidade de gênero. Antes de começar um projeto que visa aumentar as contratações de mulheres na sua organização, é importante que se inicie uma conversa com colaboradores, líderes e recrutadores sobre a relevância deste assunto.

Assumir o compromisso internamente é o alicerce para a construção de ações mais diretas como um projeto de cultura organizacional mais voltado à diversidade, programas de treinamento e capacitação, políticas de acolhimento, entre outras.

Como garantir a equidade salarial entre homens e mulheres?

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a equidade salarial dentro da mesma empresa e função é um direito garantido por lei, no artigo 461 da CLT que diz que:

“Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor, prestado ao mesmo empregador, no mesmo estabelecimento empresarial, corresponderá igual salário, sem distinção de sexo, etnia, nacionalidade ou idade.”

Porém, sabemos que no mercado de trabalho existem práticas como a criação de níveis (por exemplo: profissional pleno I, II e II) que permitem que pessoas que exercem a mesma função, muitas vezes tenham ganhos diferentes.

Uma maneira de eliminar esta diferença na sua empresa é ser intencional na criação de uma política de equidade salarial, que pode começar com uma pesquisa interna que compare salários X cargos X funções, além da análise dos salários no mercado. Com isso, você pode corrigir qualquer discrepância nas remunerações e cargos e impedir que esta prática exista na sua organização.

Existem trabalhos mais masculinos e mais femininos?

A resposta é não. É claro que existem paradigmas sociais e culturais que fazem com que algumas profissões tenham mais mulheres e outras mais homens. Porém este é um dos desafios que precisamos superar.

Podemos olhar para o mundo dos esportes como um exemplo. Se há poucos anos dizia-se que mulheres não poderiam jogar futebol, por exemplo, hoje temos grandes ligas competitivas no mundo inteiro e jogadoras internacionalmente conhecidas, como a nossa Marta.

A verdade é que não há nenhum embasamento científico que corrobore o pensamento de que mulheres não podem, por exemplo, trabalhar em obras e construção. Pelo contrário, como sabemos, a diversidade aumenta o leque de competências de uma equipe, tornando qualquer time mais produtivo.

Como atrair mulheres para trabalhos mais braçais?

O maior desafio para mulheres em trabalhos que exigem força, como o fabril, não é a atuação em si, mas sim o desafio social de ingressar em ambientes que são majoritariamente compostos por homens e culturalmente machistas.

O desafio então para o recrutamento é, inicialmente, mudar a cultura organizacional desta companhia. Sem um trabalho de conscientização e educação dos colaboradores, dificilmente você conseguirá reter profissionais do sexo feminino.

Também é importante criar mecanismos para acolher essas profissionais que vão desde os mais básicos, como vestiários exclusivos, até ações como a instalação ou convênio com creches, por exemplo. Em nosso webinar, falamos bastante sobre políticas de acolhimento. Acesse aqui para ver!

Como atrair mulheres para trabalhos em tecnologia?

Por diversas questões sociais, culturais e econômicas, mulheres têm um acesso menor ou mais tardio a tecnologias como computação e programação, por isso existem menos profissionais do gênero feminino neste mercado, porém este cenário está mudando. Temos inclusive este artigo que fala exatamente sobre isso.

O que você pode fazer na sua empresa é trabalhar a cultura organizacional, como no caso descrito acima e, além disso, estabelecer metas de contratações de mulheres.

Se em um primeiro momento você tiver dificuldade para encontrar mulheres que tenham 100% dos requisitos para uma vaga específica, lembre-se de que elas trazem competências diferentes em suas bagagens que irão agregar e muito na sua companhia. Então crie também programas de treinamento para que as hard skills sejam desenvolvidas.

Na questão do recrutamento, vale a pena dizer abertamente que está à procura de profissionais mulheres, como fez recentemente a Magazine Luiza com seu programa de trainee voltado a profissionais negros.

Como mostrar que diversidade é um papel social das empresas?

Liderar pelo exemplo. Aqui no ManpowerGroup nos orgulhamos de ter diversas iniciativas relacionadas a diversidade e inclusão, não apenas de mulheres no mercado de trabalho, mas de diversos grupos minoritários.

Com base em programas internos e com parceiros, sustentamos nosso forte alinhamento com 4 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU que são: educação de qualidade, igualdade de gênero, trabalho descente e crescimento econômico e redução das desigualdades.

A sua companhia deve ser uma embaixadora desses temas. Liderar pelo exemplo é aproveitar o que você está fazendo para que outras companhias enxerguem que diversidade não é só o certo a fazer, mas também traz resultados para a organização. E quem sabe suas ações não possam criar um efeito cascata, aumentando também a inclusão em outras companhias?

Perguntas que respondemos no Webinar

Estas foram algumas das perguntas remanescentes de nosso webinar, mas você pode acessar agora o conteúdo completo e aprofundado sobre Diversidade Nas Empresas: Como Atrair, Reter E Incluir Mais Mulheres e encontrar respostas para:

Diversidade interseccional: como incluir mulheres pertencentes a outros grupos vulneráveis ou minoritários?

Como tornar a cultura organizacional um agente da mudança nas empresas?

O que as mulheres procuram em uma empresa?

O que fazer além do R&S para atrair e reter mais mulheres?

Além de perguntas feitas por aqueles que assistiam ao vivo:

Como tornar um processo seletivo mais diverso?
Como as empresas podem ajudar as mulheres em jornada dupla ou tripla?
Como incluir mulheres com mais de 50 anos?
Como ter mais mulheres em cargos de liderança?

A discussão foi conduzida por três especialistas sobre o tema que deram sua visão única sobre este delicado e importante tema:

Daiane Cerencovich
Gerente Executiva de Recruitment Process Outsourcing no ManpowerGroup

Gisele dos Santos Netto
Assistente Sênior de Campo na ACNUR – Agência da ONU para Refugiados

Aline Oliveira Morais
Sócia Fundadora da Santa Causa Boas Ideias & Projetos

Quer conferir esta conversa? Acesse aqui!

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