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O Futuro do Trabalho está no metaverso?

7 min de leitura

Publicado em 13/12/21

Desde que Mark Zuckerberg anunciou a mudança do nome de sua empresa – o Facebook – para Meta, o metaverso entrou na pauta dos mais diferentes setores da sociedade, desde o universo digital até a economia, a educação e, claro, o mundo do trabalho. Com esta tecnologia está revolucionando e redefinindo as barreiras entre o digital e o real e como ficará o trabalho nesta história?

Neste post, contamos o que sabemos até agora!

Aproveite para descansar os olhos e ler este conteúdo:

O que é o Metaverso?

A “internet do futuro”, como Zuckeberg define, é, um tipo de mundo virtual que tenta replicar a realidade por meio de dispositivos digitais. É um espaço coletivo e virtual compartilhado, constituído pela soma de "realidade virtual", "realidade aumentada" e "Internet".

Parece conversa de ficção científica – e é. O metaverso foi teorizado pela primeira vez no livro Snow Crash, de Neal Stephelson, em 1992. Basicamente, é a ideia de que existe um espaço habitável – por meio de realidade virtual – no ambiente da internet. Ou seja, é quase como um novo mundo digital, onde poderemos ter experiências cada vez mais reais, “vivendo” com nossos avatares 3D.

Se você assistiu ao episódio “San Junipero” de Black Mirror, a série Upload, o antigo filme Tron ou até mesmo o novo Space Jam, você já teve ao menos algum contato com este conceito.

Caso você seja gamer, essa realidade está ainda mais próxima: em alguns jogos online em tempo real, como Roblox e Minecraft, é comum que existam eventos – são como missões em conjunto – em que jogadores de todo o mundo podem interagir simultaneamente – ou seja, ter uma experiência do mundo virtual como se fosse na vida real.

Second life: a tentativa de metaverso que deu errado

A primeira tentativa de tornar o metaverso popular foi o jogo de simulação Second Life. Nele era possível viver, conhecer pessoas, comprar imóveis, carros e até trabalhar no metaverso.

Na época, cerca de 20 anos atrás, empresas chegaram a criar lojas no ambiente virtual do jogo, com grandes investimentos, porém, apesar da cobertura midiática, a plataforma não conseguiu o resultado esperado. O jogo ainda está disponível e possui uma fiel audiência de usuários, mas muito aquém do que era esperado.

E por que agora é diferente?

Primeiro, pelo óbvio apoio de um dos empresários mais influentes do mundo. Depois porque o nível de digitização e prontidão digital do mundo é bem maior do que era no começo dos anos 2000. Não à toa começaram a surgir diversas notícias que, para muitos de nós, podem parecer um tanto surpreendentes, como um terreno virtual vendido por 2,4 milhões de dólares, o casamento virtual celebrado no metaverso e, claro, Bill Gates falando que, em até três anos, as reuniões de trabalho serão no metaverso.

E como ficará o trabalho no metaverso?

Assim como aconteceu nos últimos meses, no começo da crise da COVID-19, espera-se que a rápida digitização e revolução tecnológica continue a acelerar as mudanças no mundo do trabalho, entre elas a criação de um ambiente de trabalho virtual.

Trabalho Virtual

Tanto Gates quanto Zuckerberg afirmaram que o trabalho estará incorporado ao metaverso. O Facebook já está testando um aplicativo chamado “Horizon Workroom” que permite que pessoas trabalhem na mesma sala, apesar de estarem cada uma em sua casa.

Achou interessante? Confira o trailer da plataforma no vídeo abaixo:

Tarefas cada vez mais estratégicas e menos mecânicas

Como temos falado há tempos por aqui, a automação torna as tarefas cada vez mais estratégicas e menos mecânicas. Com o metaverso, essa tendência será ainda maior. A Inteligência Artificial irá assumir mais e mais espaços no mundo do trabalho, enquanto os trabalhadores e líderes deverão se preparar para mudar a maneira como se desenvolvem para o futuro.

Desenvolvimento profissional

A realidade virtual já é utilizada com frequência em treinamentos e desenvolvimento de habilidades e competências: os exemplos vão desde treinamentos de pilotos de avião até atletas da NBA. Mas nós aqui no Brasil não estamos tão longe dessa realidade: quem tirou a CNH recentemente deve se lembrar das aulas do simulador antes de pegar o carro real. Isso é realidade virtual. Até mesmo os candidatos a um emprego poderão treinar com recrutadores digitais antes das entrevistas.

A tendência é que mais profissões tenham seus treinamentos no metaverso a partir de ambientes virtuais.

Outro destaque neste ponto é a facilidade com que pessoas do mundo todo possam estar na mesma sessão de treinamento. Se você trabalha em uma multinacional, por exemplo, poderá ter colegas do México, Singapura, Austrália e Brasil na mesa sala virtual, cada um com seus avatares e aprendendo – e até fazendo simulações – juntos.

Pagamentos em criptomoeda?

Outra discussão que já está em pauta é a utilização de moedas digitais e NFTs para o pagamento de salários nas empresas.

Embora ainda esbarre em muitas questões legais em todo o mundo na própria flutuação da moeda, é uma tendência para o mundo virtual a utilização das criptomoedas em transações de compras e vendas de produtos, serviços e possivelmente até os pagamentos de salários.

Os possíveis empregos no metaverso

E quais serão os empregos no metaverso? Haverá uma mudança nas profissões que já existem. Por exemplo, um produtor cultural que hoje trabalha buscando locais para fazer um show ou espetáculo, irá no futuro olhar para espaços e plataformas no mundo virtual.

Um treinador de vôlei poderá treinar repetições em ambiente virtual e analisar os resultados de seus atletas em tempo real no metaverso.

Recrutadores poderão ter auxiliares de IA para fazer as primeiras etapas das entrevistas e analisar os dados sobre cada candidato.

Mas, para além destas transformações, o site Cult listou 10 empregos que provavelmente irão existir a partir de 2030, e entre eles estão:

  • Pesquisador do Metaverso;
  • Analista de Planejamento no Metaverso;
  • Desenvolvedor de Ecossistema;
  • Gerente de Segurança do Metaverso;
  • Criador de mundos.

O que estas e outras profissões do futuro têm em comum (veja também nosso artigo sobre o trabalho do futuro) é a necessidade de aliar as competências humanas com as habilidades digitais.

Isto é o que sabemos até agora sobre as mudanças que o metaverso irá trazer para o futuro do trabalho. E o que concluímos disto é que, independentemente do que aconteça no metaverso, as empresas e os profissionais devem estar preparados para se adaptar às mudanças mais rápido do que nunca.

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