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A Geração Alpha vem aí: como preparar sua empresa para recebê-la?

Escrito por ManpowerGroup Brasil | 25/06/26

Os primeiros integrantes da Geração Alpha estão completando 16 anos — idade mínima para trabalhar sob o regime CLT no Brasil. Ou seja, o que antes parecia distante começa a ganhar forma: a entrada deles no mercado de trabalho.

Em breve, muitos desses jovens buscarão oportunidades de estágio e primeiros empregos, trazendo novas formas de pensar, aprender e se relacionar com o trabalho.

Se a sua empresa quer estar pronta para atrair, selecionar e engajar esses talentos, este é o momento de entender melhor o modus operandi da Gen A.

Quem é a Geração Alpha?

A Geração Alpha é formada por pessoas nascidas a partir de 2010, fazendo desses jovens os primeiros nativos digitais. 

Diferentemente das gerações anteriores, eles não viram a tecnologia chegar: já nasceram em um mundo onde smartphones, redes sociais e inteligência artificial são elementos tão naturais quanto o ar que respiram.

Esse contexto moldou — e continua moldando — profundamente a identidade desse grupo. Suas características mais marcantes incluem:

  • alta familiaridade com tecnologia e uso intuitivo de plataformas digitais;
  • aprendizado rápido, visual e interativo;
  • maior exposição à diversidade, inclusão e debates sociais;
  • tendência a buscar autonomia, imediatismo e experiências personalizadas;
  • influência do ambiente familiar e educacional nas escolhas e expectativas.

Ou seja, muito além de simplesmente dominar o uso da tecnologia, a Geração Alpha está desenvolvendo uma forma única de processar informações e se conectar com o mundo.

O que a Geração Alpha espera do trabalho?

Ainda é cedo para fazer afirmações definitivas sobre o comportamento profissional da Geração Alpha. Afinal, seus primeiros representantes estão chegando agora ao mercado de trabalho.

No entanto, a partir de suas características e do contexto em que estão inseridos, tudo indica que esses talentos vão valorizar:

  • personalização: da mesma forma que suas playlists e algoritmos são únicos, eles buscarão planos de carreira e benefícios flexíveis;
  • propósito real: não basta um discurso bonito, a empresa precisa gerar impacto social e ambiental tangível;
  • desenvolvimento contínuo: em um mundo que evolui em alta velocidade, o aprendizado não pode ficar restrito à escola. Os Alphas buscarão empresas que ofereçam evolução constante, de forma dinâmica e flexível;
  • ambientes altamente digitais: processos analógicos, burocracias excessivas ou ferramentas obsoletas serão grandes barreiras para a retenção desses jovens.

Mais do que um emprego, a Geração Alpha tende a buscar experiências de trabalho que façam sentido, acompanhem seu ritmo e evoluam com ela.

Gen Z x Gen A: quais as principais diferenças?

Enquanto muitas empresas ainda estão ajustando processos e lideranças para lidar com a Geração Z (nascidos entre 1997 e 2010), a Geração Alpha começa a surgir com demandas ainda mais intensas.

Se a Gen Z cresceu vendo a transição para o mobile, a Gen A já nasce na era do metaverso, dos games e inteligência artificial generativa.

Como consequência, isso se reflete em expectativas mais altas quanto à tecnologia, à personalização das experiências e à agilidade nas decisões.

A Gen Alpha também tende a ser ainda mais orientada a dados, inovação e aprendizado contínuo, ampliando os desafios e as oportunidades para as organizações.

Quem começar a se preparar para essa nova realidade agora, aumentará as chances de atrair e reter talentos mais alinhados ao futuro do trabalho.

Quais ações RH e líderes podem adotar desde agora?

Sua empresa não precisa e nem deve esperar a Geração Alpha chegar para começar a se preparar para ela.

Quem consegue olhar para processos internos, cultura e práticas de gestão com uma visão mais estratégica e de longo prazo, certamente sai na frente.

Aqui estão algumas ações que equipes de RH e lideranças já podem adotar:

  • revisar e modernizar processos: tornar recrutamento, seleção e onboarding mais digitais, ágeis e intuitivos. Gamificação e experiências via mobile tendem a ser cada vez mais bem-vindas;
  • fortalecer a cultura organizacional: garantir valores claros, vividos no dia a dia, com foco em diversidade, inclusão e propósito;
  • preparar as lideranças: desenvolver gestores para uma atuação mais empática, adaptável e aberta ao diálogo constante. A ideia é atuar menos como “chefe” e mais como facilitador, dando autonomia e feedback em tempo real;
  • investir em aprendizagem contínua: criar trilhas de desenvolvimento flexíveis, com formatos digitais, práticos e personalizados;
  • usar tecnologia: adotar ferramentas que apoiem a gestão de pessoas, a tomada de decisão, a personalização da jornada do colaborador e o trabalho desses talentos. Afinal, lidar com ferramentas defasadas será um motivo de desmotivação imediata para essa geração.

A chegada da Alpha ao mercado de trabalho reforça algo que já está sendo desenhado: o futuro das organizações passa pela convivência entre diferentes gerações.

Hoje, empresas reúnem Baby Boomers, Geração X, Millennials, Gen Z — e, muito em breve, a Geração Alpha. Cada grupo traz repertórios, habilidades e expectativas distintas, tornando a gestão de pessoas mais complexa, mas também muito mais rica.

Ao longo deste texto, ficou claro que se preparar para a Geração Alpha é sobre continuar evoluindo a cultura, a liderança, a tecnologia e as práticas para atender a um mercado cada vez mais diverso, dinâmico e conectado.

Quer se aprofundar ainda mais nesse tema e entender como equilibrar expectativas tão plurais no dia a dia? Então, fica o convite: confira o episódio Como lidar com diferentes gerações no trabalho do podcast Papo de Talento!