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Gig economy: o que é e como está transformando o trabalho

Escrito por ManpowerGroup Brasil | 19/05/22

O mercado de trabalho tem passado por uma série de transformações nos últimos anos, impulsionadas por mudanças tecnológicas, novas expectativas profissionais e modelos mais flexíveis de atuação.

Nesse cenário, um conceito tem ganhado cada vez mais destaque: a gig economy.

Esse modelo, baseado em trabalhos temporários, projetos pontuais e profissionais independentes, amplia as possibilidades de atuação para talentos e empresas. Ao mesmo tempo, também traz novos desafios para a gestão de pessoas e para a forma como as organizações estruturam suas equipes.

Se você quer entender melhor o que é a gig economy e quais são seus impactos para o mercado de trabalho e para as empresas, continue a leitura.

O que é gig economy?

Conhecido também como economia sob demanda, o termo gig economy diz respeito a um arranjo alternativo de trabalho, marcado principalmente pelo dinamismo e pela flexibilidade.

Nesse formato, profissionais atuam de forma autônoma, realizando serviços pontuais com duração previamente estabelecida para um ou mais clientes, ao invés de manterem um contrato CLT com um único empregador. No grupo dos profissionais gig, ou gig workers, estão inseridos os freelancers, que são autônomos, e os prestadores de serviços.

Pense, por exemplo, em um designer freelancer contratado apenas para criar a identidade visual de uma campanha. Ele realiza o projeto, entrega o trabalho e encerra a parceria — podendo, em seguida, aceitar outro trabalho de um cliente diferente.

É exatamente esse tipo de dinâmica que caracteriza a gig economy.

Qual é o cenário da gig economy no Brasil e no mundo?

Embora esse modelo não seja exatamente novo, a gig economy ganhou força nos últimos anos.

Em 2020, um relatório divulgado pela Workana, plataforma voltada para o trabalho autônomo, deixava isso claro ao revelar que 54% dos profissionais que atuavam como freelancers não voltariam a trabalhar em modelos tradicionais de contratação.

No Brasil, o movimento também é evidente. Dados do IBGE mostram que o número de pessoas que trabalham por meio de aplicativos cresceu 25,4% entre 2022 e 2024, alcançando 1,7 milhão de profissionais.

Entre as modalidades mais comuns estão:

  • aplicativos de transporte particular de passageiros (excluindo táxi): 53,1%;
  • aplicativos de entrega de comida e produtos: 29,3%;
  • aplicativos de prestação de serviços gerais ou profissionais: 17,8%.

Na categoria de serviços profissionais entram desde designers e tradutores até médicos que realizam atendimentos por telemedicina. Juntos, esses levantamentos evidenciam que a gig economy não é apenas uma tendência passageira. Trata-se de uma onda que veio para ficar e que continua moldando o mercado de trabalho.

Quais são os benefícios da economia sob demanda?

A gig economy pode ser benéfica tanto para os profissionais como para as companhias. Para os gig workers, ela possibilita:

  • diversificação de renda: o profissional pode atender várias empresas ao mesmo tempo, ampliando oportunidades e reduzindo a dependência de um único cliente;
  • flexibilidade de jornada: permite organizar o próprio horário, algo especialmente valorizado por quem prioriza o emprego remoto e preza por maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional;
  • autonomia na carreira: o profissional gig escolhe os projetos que deseja aceitar, definindo seu ritmo e área de atuação.

Já para as organizações, a gig economy viabiliza a contratação de freelancers e prestadores de serviços preparados para lidarem com demandas específicas.

Aliás, quando se trata de projetos pontuais, a possibilidade de contar com um profissional qualificado e que atue sob demanda pode ser mais vantajosa do ponto de vista financeiro em comparação com o modelo de contratação tradicional.

E os riscos que a gig economy traz?

Essa combinação de flexibilidade, autonomia e eficiência ajuda a explicar por que a economia sob demanda tem crescido de forma tão consistente.

Mas, para que as parcerias em tal formato sejam bem-sucedidas, é fundamental que as organizações — em especial o RH, com o apoio do departamento jurídico — fiquem atentas às regras para esse tipo de contratação.

Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que, diferentemente dos moldes tradicionais, nos quais os colaboradores são contratados em regime CLT, na gig economy não há vínculo empregatício.

Por isso, a abordagem da empresa deve ser outra, evitando práticas que possam caracterizar subordinação ou transformar a relação em um vínculo trabalhista involuntário.

Entre os cuidados que as empresas precisam ter, destacam-se:

  • evitar ordens diretas: não determinar como, quando ou onde o profissional deve realizar o serviço. Instruções podem existir, mas jamais em tom de comando típico de chefia;
  • não estabelecer horários fixos: o gig worker é autônomo; exigir cumprimento de jornada caracteriza subordinação;
  • focar no resultado, não no processo: o contrato deve deixar claro o que deve ser entregue e em qual prazo, sem interferir na forma de execução;
  • aplicar sanções apenas em caso de quebra contratual: punições típicas de relações CLT, como advertência, não se aplicam a autônomos;
  • formalizar tudo por contrato: detalhando escopo, prazos, valores, responsabilidades e propriedade intelectual para evitar conflitos;
  • evitar exclusividade: exigir dedicação exclusiva ou impedir que o profissional atenda outros clientes aumenta o risco de vínculo empregatício;
  • registrar corretamente pagamentos e notas fiscais: garantindo conformidade fiscal e evitando brechas legais.

Quais outras práticas garantem o sucesso desse modelo?

Para além dos riscos trabalhistas, há outros aspectos importantes que precisam ser considerados ao longo da contratação de profissionais gig, tais como:

  • exposição de informações confidenciais da empresa por parte do fornecedor;
  • falta de histórico de negociações e ausência de controle de documentos e certificações;
  • contratação de fornecedores ou empresas fantasmas, que emitem notas e boletos falsos;
  • interrupção inesperada de serviços;
  • pouco controle de números, gastos, visão macro e provisão de custos no longo prazo.

A fim de evitar esses e outros problemas graves, é fundamental uma gestão otimizada e cuidadosa da força de trabalho, incluindo autônomos e prestadores de serviços.

Isso pode ser feito com um sistema de governança completo, que centralize as informações referentes à contratação de fornecedores, além de gerenciar a documentação devida, de modo a assegurar o cumprimento das leis vigentes.

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  • controle de custos;
  • inteligência de dados;
  • gestão de riscos.

No contexto da gig economy, contar com a solução certa é essencial para fazer a gestão estratégica e cuidadosa de fornecedores e prestadores de serviços.

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