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People Analytics: conheça o RH orientado a dados

4 min de leitura

Publicado em 25/09/17

Atualizado em Julho 28, 2021

Quando pensamos em uma empresa e seus colaboradores, é possível imaginar a complexidade que envolve um negócio. Afinal, as pessoas são diferentes e reagem às situações de maneiras diversas. Há algum tempo, administrar isso era uma tarefa complicada. Foi justamente por isso que estudiosos criaram o People Analytics.

O uso de dados para orientar ações já era uma prática conhecida pelas organizações, mas que não era usada para analisar justamente o mais importante: os funcionários. No artigo de hoje, explicaremos o que é o People Analytics, a sua importância para as empresas e como formar um RH orientado a dados. Confira!

O que é o People Analytics?

Segundo o expert no assunto Ben Waber, “quando usamos dados para entender os comportamentos dentro do ambiente de trabalho que tornam as pessoas eficientes, felizes, criativas, especialistas, líderes, seguidores, enfim, estamos usando People Analytics”.

A prática visa auxiliar a tomada de decisões do RH em relação à gestão de pessoas. Apesar de ter surgido ainda nos anos 1990, foi apenas em meados dos anos 2000 que o Google disseminou o uso da estratégia ao inseri-la internamente, objetivando a contratação de colaboradores mais alinhados à organização.

Com softwares cada vez mais avançados, as empresas podem coletar dados de várias fontes, que são processados a fim de identificar insights que ajudarão a equipe a se tornar estratégica, mais produtiva e eficaz em sua atuação.

Qual a importância do People Analytics?

A primeira grande vantagem trazida pelo People Analytics às empresas está justamente nos ganhos financeiros maiores em relação à gestão tradicional. Isso porque com a correta análise dos dados é possível fazer um direcionamento da equipe ao trabalho que gera resultados.

Outro aspecto que embasa o uso da estratégia está no desenvolvimento dos colaboradores. Com a análise de dados é possível elaborar treinamentos mais eficazes para suprir as reais necessidades da equipe. Isso quer dizer que será possível saber exatamente quais são as lacunas e alinhar as competências dos profissionais às que o mercado tem exigido das empresas.

Consequentemente, isso ajudará na maior retenção de talentos, porque as habilidades dos profissionais serão aproveitadas nos lugares corretos. Além disso, a empresa poderá fazer o correto alinhamento dos benefícios oferecidos, ajudando em todo o processo de manutenção dos colaboradores na organização.

Falando ainda nos profissionais, a empresa terá a chance de organizar processos seletivos mais eficazes, evitando a contratação de candidatos que não estejam alinhados às estratégias. Tudo isso reduz custos posteriores com abstenções, treinamentos desnecessários, entre outros.

Como formar um RH orientado a dados?

O primeiro passo para formar um RH orientado a dados é a consciência de que decisões precisam ser objetivas e embasadas em evidências obtidas por meio dessa coleta. Ter isso em mente ajudará a tornar o RH estratégico, o qual será capaz de influenciar não só o desempenho de cada indivíduo, mas também da empresa como um todo. Confira a seguir algumas dicas para atingir esse objetivo.

Forme uma equipe de profissionais qualificados

A primeira ação para que o RH seja orientado a dados é a formação de uma equipe com profissionais qualificados. Esses funcionários são aqueles que têm uma visão estratégica e completa sobre o mercado de atuação da empresa, ou seja, têm a capacidade de transformar dados em informações valiosas para a empresa.

Como o RH é focado na gestão de pessoas, esses profissionais também precisam de competências nessa área. Além disso, precisam de uma capacidade analítica e crítica apurada. Afinal, é necessário separar, dentre os inúmeros dados obtidos, o que é de fato importante do que não terá tanto impacto na gestão e poderá ser guardado para a posteridade.

Tenha as metas da empresa em mente

Quais problemas precisam ser resolvidos? Onde a empresa pretende estar daqui a alguns anos? Para definir as metas, é preciso saber exatamente o que é necessidade e o que não é. Como já dissemos, muitos dados podem ser obtidos, mas é preciso saber exatamente o que usar.

Lembre-se também de definir prioridades. Por exemplo: no momento, é mais importante fazer um recrutamento mais eficaz ou treinar os talentos da empresa? Logo, é preciso dividir o RH em subsetores para que as estratégias de atuação sejam mais eficazes, por exemplo: recrutamento e seleção, plano de carreira e desenvolvimento, práticas de remuneração, entre outros.

Defina métricas e indicadores

Um dado é apenas uma informação qualquer quando não se sabe qual a razão de ter sido obtido e como mensurá-lo. A definição de métricas e indicadores ajudará na contextualização deles, fazendo com que a equipe consiga aprimorar a análise comparativa.

Inclusive, vale ressaltar que os indicadores precisam medir a eficácia e eficiência da organização no que diz respeito aos processos produtivos. Para elucidar melhor, imagine que a empresa deseje aumentar a assertividade das vendas. Ela precisará saber em quais pontos os produtos — bem como os colaboradores — podem melhorar.

Correlacione os dados

Depois da coleta de dados e definição das métricas, é preciso encontrar o ponto de interdependência entre eles. Isso quer dizer que a equipe precisará saber exatamente as causas e os efeitos e como eles estão ligados.

Aqui entra o que falamos sobre a análise crítica. A equipe precisa estar ciente de que nem sempre existe uma causa e um efeito que parecem interligados. Às vezes a resposta está em outro dado totalmente diferente, tornando necessário um olhar apurado sobre as informações.

Faça uma previsão sobre o futuro

O principal objetivo de orientar o RH para dados é tentar prever o futuro, tornando o setor muito mais efetivo em suas ações. Afinal, saber canalizar os esforços para onde eles terão mais retorno contribui para o sucesso de uma organização.

Por exemplo: imagine que a sua empresa tenha um programa de recrutamento e seleção e que os aprovados sejam predominantemente ligados a determinadas universidades e cursos. Ela poderá concentrar uma maior divulgação nesses locais.

A mesma coisa acontece com as competências. Se os seus maiores talentos têm determinadas habilidades em comum, os treinamentos dos outros funcionários deverão ser focados no aperfeiçoamento dessas habilidades específicas.

O People Analytics tem ajudado cada vez mais empresas a melhorar a sua atuação no mercado, justamente por atuar diretamente com os colaboradores, o ativo mais importante de uma organização. Logo, vale a pena investir em softwares e formação adequada do RH para que ele seja orientado a dados.

Agora que você já sabe mais sobre o assunto e entendeu sua importância e impacto para a gestão de pessoas, compartilhe este artigo nas suas redes sociais. Assim, será possível ajudar outros profissionais da área que tenham dúvidas sobre o assunto!

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